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Artes plásticas e visuais brasileiras no mercado internacional

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Nada menos do que justo o governo apoiar a arte em nosso país, não obstante que a única diferença entre países de primeiro mundo (e acho que isso não exista, mas é o termo utilizado por nossa amada língua) e um outro de terceiro mundo seja a educação de um povo.

Palmas para o ministro da Cultura, Juca Ferreira, por incentivar e facilitar a saída oficial de nossa produção cultural e artística para o mundo!

Acredito que com isto, muito em breve, talvez daqui alguns anos poderemos ter estatísticas deste mercado que mostra crescimento nos últimos anos, vide iniciativa de nosso ministro, pois hoje os dados são muito poucos e com isso uma evidência clara que poderíamos estar influenciando mais não só nosso povo com a cultura tão necessária para o desenvolvimento, mas também o mundo com a criatividade e irreverência do artísta brasileiro.

Abraços e segue a reportagem na integra.

Marcos

31 de agosto de 2009

Brasil Arte Contemporânea

Programa irá fomentar o desenvolvimento das artes plásticas e visuais brasileiras no mercado internacional

Foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 31 de agosto, a Portaria nº 61, assinada pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, criando o Programa Brasil Arte Contemporânea, destinado ao fortalecimento das artes plásticas e visuais brasileiras no mercado internacional. Entre as ações a serem desenvolvidas no âmbito do novo Programa, constam o estímulo às exportações setoriais e à divulgação, nas novas mídias, das obras de artes nacionais. A iniciativa se insere dentro das ações de desenvolvimento da Economia da Cultura, por meio da valorização do mercado interno e da conquista de um espaço no mercado internacional.

Cursos de aperfeiçoamento profissional e estímulo à criação de novas redes comerciais no mercado das artes também fazem parte das estratégias de apoio ao Programa. Serão estimuladas parcerias que ampliem a inserção das artes plásticas e visuais no mercado internacional, bem como a formação de base de dados que viabilize a realização de projetos de promoção cultural e econômica neste segmento. Uma das estratégias previstas para a consolidação do mercado interno das artes visuais é o apoio às galerias de obras de artes e instituições colecionadoras, a fim de que se disseminem por todo o país.

O Programa será coordenado pela Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (SPC/MinC) e executado pelo Comitê Brasileiro de Internacionalização e Economia da Arte Contemporânea (CBIEAC), também criado pela mesma Portaria. A implementação se dará com recursos do Orçamento da União e das instituições parceiras. Os convênios de execução do Programa serão firmados com outras instituições públicas federais, estaduais e municipais, bem como entidades de direito público e privado, e a escolha dos projetos a serem realizados será feita, preferencialmente, por seleção pública.

O CBIEAC será composto por representantes do Ministério da Cultura – Secretaria de Políticas Culturais, Diretoria de Relações Internacionais, Fundação Nacional de Artes e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional -, do Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores, da Fundação Bienal de São Paulo, da Fundação Bienal do Mercosul, das instituições colecionadoras de arte contemporânea e das galerias comerciais de arte contemporânea.

(Patrícia Saldanha, Comunicação Social/MinC)

Fonte: http://www.cultura.gov.br/site/2009/08/31/brasil-arte-contemporanea/

Personal Art Advisor

domingo, 20 de setembro de 2009

Para os que não puderam ler a matéria da Revista Exame sobre o assunto segue um resumo e minha análise sobre o tema.

A reportagem de Renata Agostini com o título de Tudo sobre arte descreve a atuação de Guilherme Magalhães Pinto Gonçalves, herdeiro dos fundadores do extinto banco Nacional e Marcelo Rocha que é professor da História da Arte em atividades de sua empresa Nau Consultoria de Arte.

Magalhães Pinto cansou de auxiliar amigos na compra de obras de arte sem receber nada em troca. Hoje através de sua empresa dizem estar surpresos com a aceitação do novo serviço que flui através de visitas acompanhadas dos futuros compradores à museus do mundo inteiro e indicação de melhores investimentos no artigo, baseados em suas experiências e dados compartilhados pelo mercado de artes, tais como quantidades de quadros pintados durante um ano, participações do artista em eventos de reconhecimento internacional, etc.

Claramente este tipo de serviço é prestado para cifras altas, porém é muito conveniente enteder que nos últimos 4 anos o mercado de artes tem crescido enormemente, acompanhado de perto por exemplo por revistas como a citada neste artigo que sabemos não é o foco principal e sim os movimentos políticos e industriais do mundo. O mercado de arte vem crescendo? Acredito que com o nascimento de prestações de serviços a um nicho tão dedicado só poderia nascer de um mercado igualmente largo e rentável. Também entendemos que a crise afetou todos os setores e a arte não seria diferente, uma das maiores empresas em prestações de leilões de arte no mundo a Sotheby’s declarou em seu último relatório financeiro “For the quarter ended June 30, 2009, the Company reported operating revenues of $167.3 million, a $152.8 million, or 48%, decrease from the prior period. This decrease is primarily due to a 66% decline in net auction sales attributable to the downturn in the global economy and international art market.” Suas ações no mercado chegaram ao pior patamar no final de Fevereiro deste ano, quotada a US$6,77 e hoje já batendo a casa dos US$17,5, um aumento de mais de 150%.

Abraços,
Marcos